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A CNPL parabeniza a estes profissionais pelo seu dia.
De 09 a 15 de outubro de 2007 – Ano II – Edição 109
Mercado de Trabalho
Precisa-se de técnicos

“Precisa-se de profissional pró-ativo, empreendedor, capaz de tomar decisões, ter autonomia e interesse em aprender”, este é o perfil exigido na maior parte das vagas das grandes empresas que recrutam profissionais de nível técnico. Há, porém, sérias dificuldades em se encontrar profissionais técnicos com estas características. Por isso, apesar da elevada taxa de desemprego que permanece no Brasil, a demanda por profissionais de nível técnico é crescente e sobram vagas. Um estudo publicado recentemente pela Confederação Nacional da Indústria – CNI revela que a carência de mão-de-obra qualificada é fato no Brasil e já possui impactos negativos sobretudo na área de produção das indústrias, restringindo o aumento da competitividade.
"Falta gente preparada”, explica Carlos Roberto Cavalcante, superintendente do IEL - Instituto Euvaldo Lodi, instituição da CNI, afirmando que, muitas vezes, os cursos estão distantes da realidade do mercado. “Além disso, a oferta de técnicos é menor do que a demanda, o que acaba colocando gente desqualificada e sem formação adequada nas vagas,” acrescenta.
Para ele, o motivo dessa lacuna profissional é a falta de interesse dos jovens em ingressar nos cursos técnicos, preferindo os cursos de nível superior. De acordo com os consultores de recursos humanos, a questão é que em grandes empresas como a Vale do Rio Doce, a Petrobras, as concessionárias de grande porte, entre outras, a maior parte dos funcionários são da área técnico-operacional e precisam de uma formação bem específica, além de iniciativa, visão de futuro e liderança. Com a falta de gente formada nas escolas técnicas, estas empresas acabam tendo dificuldade em contratar.
A presidente da Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial – ABETI, Margarete dos Santos, afirma que, hoje, ocorre uma inversão da pirâmide da educação no Brasil, porque existem mais pessoas formadas no ensino superior do que no nível técnico. Para ela, é preciso inverter esses dados para equilibrar o mercado de trabalho, adequando-se a qualificação dos profissionais às necessidades das companhias.
Margarete lembra que, apesar de existir na sociedade um excesso de valorização da formação universitária em detrimento da formação técnica, no mercado de trabalho, o nível de empregabilidade dos profissionais da área técnica é superior ao dos profissionais graduados devido à grande quantidade de profissionais formados todos os anos nas faculdades. “Além disso, os alunos dos cursos técnicos saem com uma bagagem de conhecimento prático mais adequada às necessidades das empresas”, afirma. Segundo ela, o governo tem investido na criação de escolas e ampliação de vagas dos cursos profissionalizantes, mas é preciso que haja uma maior sintonia entre cadeia produtiva e sistema educacional.
Por isso, algumas escolas já fazem uma pesquisa para conhecer a demanda das empresas na região onde se instalam e criar cursos sob medida para o mercado. Nestes casos, os alunos já entram nos cursos com garantia de estágio ou até mesmo de emprego, devido às parcerias estabelecidas entre escolas e empresas. Na outra ponta, há companhias que fazem parcerias com os cursos técnicos para que as aulas sejam ministradas no próprio ambiente de trabalho. Nesses casos, o valor do curso para os funcionários é subsidiado ou financiado pela empresa. Este é o caso da Vale do Rio Doce, da Petrobras da Valourec Manesman do Brasil, por exemplo.
Veja quais são as instituições que oferecem cursos de nível técnico reconhecidos em todo País:
SENAC
SENAI
SESI
SEBRAE
CEFET’s
Instituto Paula Souza
Saiba mais:
Fontes:
Relatório do Instituto Nacional de Pesquisa em Educação – INEP
Pesquisa Sondagem Especial da Confederação Nacional da Indústria – CNI
Pesquisa da Catho Online
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