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Recesso de fim de ano na CNPL
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- Engenharia e Arquitetura: Profissões em alta
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Investimento social e a educação
- Cláudia Buzzette Calais
Dica de Livro
Investimentos - Como Administrar Melhor seu Dinheiro
- Mauro Halfed
De 11 a 17 de dezembro de 2007 – Ano II – Edição 118
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Engenharia
e Arquitetura: profissões em alta
O dia 11 de dezembro é a data comemorativa de todos os profissionais das áreas de Arquitetura, Agronomia e Engenharia, das mais de 20 especialidades como a engenharia civil, elétrica, de produção, ambiental de computação e outras.
Segundo especialistas, estas profissões passam por uma ótima fase de valorização no mercado de trabalho, motivada especialmente pelo aquecimento da construção civil brasileira.
Apesar disso, falta mão-de-obra especializada. A conseqüência é o aumento de 40% nos salários do setor em relação à média de 2006. Com a escassez de profissionais, as empresas estão, inclusive, optando por trazer engenheiros do exterior. A Companhia Vale do Rio doce é um exemplo, pois irá contratar, em 2008, cerca de 7 mil profissionais, sendo 500 engenheiros.
Por isso, atualmente, as autoridades têm como desafio conseguir atrair profissionais para a área e qualificá-los para o mercado de trabalho. "A solução não virá da noite para o dia, requer uma ação a médio e longo prazo", comentou o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea - Marcos Túlio de Melo.
O presidente da Federação Nacional de Arquitetura - FNA, Ângelo Arruda, explica que a atuação profissional dos engenheiros e arquitetos está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento econômico e investimento na infra-estrutura do País. Como nos últimos anos se viveu uma estagnação do setor, houve conseqüentemente uma queda na demanda pelos cursos especialmente de engenharia. Hoje, com os fortes investimentos do governo provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC para construção de habitações, portos, estradas, ferrovias, hidrelétricas e vários outros projetos de infra-estrutura com recursos de mais de 150 bilhões, o campo de atuação dos profissionais das áreas tecnológicas se expandiu em alta velocidade, o que gerou o déficit de mão-de-obra que se está vivendo.
Marcos Túlio afirma que, por isso, "atualmente, as empresas estão buscando os profissionais aposentados para suprirem a demanda imediata até que o mercado tenha reposição dessa mão-de-obra especializada".
Diante desse contexto, o governo já planeja aumentar o número de vagas nas universidades federais e criar incentivos para que as faculdades particulares, através do Programa Universidade para Todos - PROUNI, também ampliem sua oferta de vagas.
Arquitetura: novas vocações
De acordo com
Ângelo Arruda, ao contrário do que aconteceu na área de
engenharia, nos últimos anos houve uma expansão na oferta de
vagas nos cursos de arquitetura. Sendo assim, nos anos de 2005 e 2006 se formaram
mais arquitetos do que engenheiros.
Segundo ele, entretanto, a vocação dos arquitetos tem se transformado,
não se restringindo a elaboração de projetos para a construção
civil. Ângelo comenta que, na verdade, muitos profissionais da área
têm migrado para setores como turismo, restauração artística,
decoração, design e tecnologia ambiental, por exemplo. Ele conta
que o governo federal tem investido amplamente em turismo e revitalização
do patrimônio histórico brasileiro e que os projetos demandam
um grande número de arquitetos. Por isso, Ângelo afirma que os
cursos de arquitetura têm passado por uma reformulação
para se adequarem a estas novas demandas do mercado.
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