De 07 a 13 de agosto de 2007 – Ano II – Edição 100
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Panorama Mais que culpados, a sociedade brasileira espera soluções para a crise aérea
Insegurança dos passageiros
A crise atinge a população como um todo. As vantagens do transporte aéreo sobre os outros tipos de transporte e a redução relativa dos preços das passagens geraram um crescimento considerável da atividade e produziram uma demanda, que hoje explode nos saguões. São pessoas que necessitam se deslocar de forma rápida e prática para chegarem a reuniões, fecharem negócios, trabalharem, estudarem, atenderem clientes ou pacientes, visitarem parentes, entre outros.
Alguns, depois de perderem vários dias marcando e remarcando viagens nas companhias aéreas, vêem como alternativa pouco prática, mas segura, as viagens de ônibus. Desde o começo da crise, a procura por viagens nos terminais rodoviários, especialmente do Rio de Janeiro e São Paulo, tem crescido expressivamente. Nas últimas semanas a venda de passagens na rodoviária do Rio de Janeiro, passou de 1,8 mil, para 4 mil. Em São Paulo, também tem sido necessária a alocação de um número extra de veículos.
Prejuízo para os profissionais liberais
Os profissionais liberais, maiores usuários do transporte aéreo no País, que não podem despender tantas horas em viagens de ônibus, começam a buscar alternativas, como, por exemplo, fazer reuniões pela Internet. É o caso dos escritórios de advocacia, que têm filiais em outras cidades e por isso, os funcionários passaram a discutir processos e combinar estratégias por videoconferências. A ferramenta ameniza, mas nem sempre resolve a situação. Quando os advogados têm audiências em outras cidades, não têm como escaparem do transtorno nos aeroportos. Muitos médicos atendem em cidades diferentes e tiveram que abandonar seus pacientes porque a dificuldade e o custo das viagens não compensam. Além disso, muitos contratos e acordos comerciais não podem ser fechados pela Internet e com isso, vários negócios deixam de acontecer pela impossibilidade de deslocamento dos empresários.
Queda no Turismo
Se, quem depende do transporte aéreo para trabalhar tem que, inevitavelmente, enfrentar o medo e a insegurança, os que utilizavam esse transporte para fazer turismo estão pensando duas vezes antes de viajar. Desde o começo da crise, houve, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens – Abav, uma queda de 25% na procura por pacotes turísticos no País. Mesmo com as novas medidas apresentadas pelo governo para tentar controlar a situação nos aeroportos, a Associação teme que não haja melhora no cenário até o fim do ano. Isso significa redução de empregos diretos e indiretos na área, além da frustração de famílias que acabam preferindo adiar as férias ou buscar outras alternativas de distração.
Reajuste passagens aéreas
Perspectivas
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