
De 21 a 28 de agosto de 2007 – Ano II – Edição 102
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Evento CNPL presente na 20ª Convenção dos Contabilistas do Estado de São Paulo
O surgimento do sindicalismo no mundo contextualizando globalização, neoliberalismo e interdependência, foi o tema apresentado pelo presidente da Central Autônoma dos Trabalhadores – CAT, Laerte Teixeira da Costa, que expôs como se deu o enfraquecimento dos estados nacionais, que deixaram de ser soberanos, e o crescimento das multinacionais que mudaram a economia mundial. “A partir desse fato histórico, o sindicalismo mundial viu-se obrigado a enfrentar uma nova realidade”, disse o palestrante. O novo cenário deu origem à Confederação Sindical Internacional - CSI, maior central sindical da historia, resultado da junção da Confederação Mundial do Trabalho – CMT e da Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres – CIOSL.Tendência que se configura também nas Américas, onde as representações sindicais ficam a cargo da Organização Regional Interamericana do Trabalho - ORIT e a CLAT – Central Latino-Americana de Trabalhadores. Na seqüência, o vice-presidente da CNPL, Wilson Wanderlei Vieira, que também acumula os cargos de presidente da Federação Nacional dos Técnicos Industriais – Fentec e do Sindicato dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo– Sintec-SP e da Federação Latino Americana dos Trabalhadores da Indústria e da Construção Civil - FLATIC, fez um breve relato da história da organização dos técnicos Industriais no País, falando da origem do movimento, em 1979, e de sua evolução até os dias atuais. Wanderlei Vieira destacou a importância dos profissionais participarem de seus sindicatos, federações e confederações. “Devemos participar dos movimentos sociais, senão ficamos falando entre nós mesmos”, disse Wilson Wanderlei Vieira. Já o secretário-geral da CNPL, Luiz Sérgio da Rosa Lopes, falou da necessidade de maior integração entre as entidades sindicais e seus representados. “Só assim será garantida a não desestruturação do sistema confederativo”. Lopes alertou ainda que o pluralismo desune as classes profissionais. Segundo ele, nestes casos a solidariedade deixa de ser uma ação para ser apenas um discurso. E citou como exemplo o caso dos sindicatos dos aeroviários dos Estados Unidos, em que existe um sindicato representando os funcionários da America Airlines e outro representando as outras empresas aéreas. “Além desta pluralidade, ambos vivem digladiando-se entre si e esquecendo de preservar os interesses dos funcionários e de todas as empresas aéreas”, completou. O presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo - Fecontesp, Mauro De Martino Júnior, um dos participantes do debate, ficou sensibilizado com o nível das discussões e sugeriu que o tema, “Novo Sindicalismo Mundial”, seja exposto e debatido em outros momentos, com a presença de profissionais liberais de várias categorias, não apenas a contábil. Participou ainda do encontro o vice-presidente da CNPL, Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, presidentes de Federações de Contabilistas de outros Estados e presidentes de Sindicatos de Contabilista do Estado de São Paulo. |
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