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Em
entrevista ao Informativo Eletrônico CNPL, o presidente do Conselho
Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), João Teodoro
da Silva, fez uma radiografia dos corretores de imóveis no Brasil.
Silva presidirá a entidade até até 2006 e trabalha
contra o exercício ilegal da profissão no Brasil.
Qual
é o perfil do corretor de imóveis atualmente?
João
Teodoro da Silva
- O corretor de imóveis passou a ser reconhecido como profissional,
no Brasil, na década de 30. Em agosto de 1962, a categoria foi
regulamentada por lei. Atualmente, há 160 mil corretores de imóveis
regulamentados no País. Com a evolução do mercado
imobiliário, o corretor deixou de ser um simples intermediador
de partes para atuar como um consultor imobiliário. Hoje, o corretor
pode assistir seu cliente em vários tópicos: avaliação
de imóveis, consultoria de investimentos no mercado imobiliário,
consórcios imobiliários, assistência à obtenção
de financiamentos para aquisição de imóveis, entre
outras funções. São oferecidos mais de 80 cursos
superiores para a capacitação desses profissionais e,
alguns estados como Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro
já oferecem cursos de pós-graduação. O maior
recenseamento já realizado junto à categoria ficou pronto
neste semestre, e traz dados relevantes sobre o perfil do corretor de
imóveis no século 21.
Geralmente,
que formação têm desses profissionais?
João
Teodoro da Silva
- A maioria absoluta dos corretores de imóveis brasileiros tem
nível superior. Hoje, são 51,20% de profissionais diplomados,
contra pouco mais de 20%, no levantamento realizado há nove anos.
Essa informação é importantíssima. Demonstra
o resultado que temos feito para qualificar os profissionais e capacitá-los
a atender as demandas do mercado. Hoje, a sociedade pode exigir mais
do corretor imobiliário
Qual
a região brasileira onde há a maior concentração
de corretores?
João
Teodoro da Silva
- São Paulo segue como o Estado que dispõe de mais corretores
no Brasil. São 30,86% da categoria. O Rio de Janeiro desponta
em segundo lugar, com 15,91% dos profissionais cadastrados no País
e foi lá que a profissão foi regulamentada e que iniciou
o movimento pelo reconhecimento profissional.
Como
o senhor analisa o problema dos profissionais que trabalham sem o CRECI?
Como a sua entidade está agindo contra isso?
João
Teodoro da Silva
- Quem trabalha sem o registro profissional, está exercendo ilegalmente
a profissão. Esse indivíduo está sujeito a um processo
criminal, por exercício ilegal de profissão regulamentada,
como é o caso do Corretor Imobiliário, e a uma punição
através de multa. O sistema COFECI/CRECI´s tem autoridade
para imputar essa multa, a cada vez que um indivíduo atua ilegalmente.
Existe uma equipe de fiscalização em todos os conselhos
regionais, que autuam esses indivíduos, a partir de denúncias
de consumidores ou por constatação dos fiscais. Como a
profissão está cada vez mais especializada, temos investido
na proteção à sociedade, agindo contra o exercício
ilegal. Outra frente de trabalho é a conscientização
da sociedade de escolher apenas profissionais credenciados para intermediar
suas transações imobiliárias, já que esse
profissional tem condições de melhor auxiliar essa transação,
já que é um profissional habilitado para tal.
De
um modo geral, como é o processo de transição de
gestão no COFECI
João
Teodoro da Silva - É um processo tranqüilo em todo o
sistema, tanto no COFECI, quantos nos conselhos regionais. Mesmo quando
há sucessão de grupos adversários, por que o que
sobressai é o bem estar da entidade. Temos essa consciência.
Quantos
conselhos regionais congrega? Que profissionais esses conselhos representam
ao todo?
João
Teodoro da Silva
- O sistema é formado por um conselho federal e 24 conselhos
regionais de corretores de imóveis (Crecis) e três Crecis
criados mas ainda não instalados, nos Estados de Roraima, Acre
e Amapá. Cada conselho tem representação no COFECI.
Nós representamos a categoria profissional de corretores de imóveis,
e temos cerca de 160 mil profissionais cadastrados em todo o País.
De
uma eleição para outra, em geral, qual a porcentagem que
são mudados
os membros da diretoria?
João
Teodoro da Silva - O sistema COFECI trabalha com dois tipos de eleição.
São eleitos, pelos membros 27 conselheiros, representantes de
cada Estado, e esses 27 conselheiros elegem a diretoria. De uma eleição
para a outra, atualmente, há uma mudança de 20%. Estamos
em um momento muito estável.
O
Conselho Regional Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP)
eleição para a nova diretoria via internet. Qual a sua
opinião sobre esse sistema?
João
Teodoro da Silva - Acho a idéia excelente. Inclusive contratamos
uma empresa para verificar a viabilidade técnica e financeira
de se fazer as próximas eleições do COFECI de maneira
eletrônica.
DE
LEÓN COMUNICAÇÕES
Jornalista Responsável
Lenilde de León (lenilde@deleon.com.br)
www.deleon.com.br
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