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De 17 a 23 de junho de 2008 – Ano III – Edição 141

 

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Jovens devem estar preparados para aproveitar as oportunidades profissionais

Ronaldo Koloszuk, coordenador do Comitê Jovem Empreendedor da FIESP

À frente do Comitê Jovem Empreendedor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, Ronaldo Koloszuk é um profissional liberal que faz parte de uma “nova geração” que além de ousar, desde cedo empreendendo seus próprios negócios, está engajada nas entidades de classe, lidera mobilizações e se preocupa com os avanços sociais e econômicos do País.

Em entrevista ao presidente da CNPL,  Francisco Antonio Feijó, no programa da TV Serviços,  Ronaldo  Koloszuk  falou sobre o atual mundo do trabalho e defendeu a importância das entidades de classe para dar suporte e apoio aos profissionais, principalmente aos jovens que entram no mercado de trabalho. Na entrevista que segue, reforça seus argumentos e fala  sobre o  perfil dos jovens  no mercado de trabalho.

Qual a importância dos profissionais liberais para a economia do País?

Acredito que os profissionais liberais exercem um papel fundamental para o desenvolvimento econômico e social do País, mas estes profissionais devem estar cientes de que o “emprego” com vínculo trabalhista está cada dia mais perdendo espaço para o “negócio”. Ou seja, os profissionais das mais diferentes áreas devem estar preparados para aproveitar todas as oportunidades de vender o seu serviço, o seu know how, a sua consultoria, de forma empreendedora. Muitas pessoas que têm um emprego fixo, em geral, ficam acomodadas à sua rotina e não buscam inovar ou aperfeiçoar o serviço que prestam. O empreendedor, por outro lado, está sempre em busca de novas oportunidades de negócios para se destacar, ou expandir sua atuação, gerando novos postos de trabalho e fomentando a economia brasileira.

Quais são as habilidades que caracterizam um jovem empreendedor?

Há um importante estudo que revela 4 tipos de recursos necessários para um jovem obter sucesso na sua carreira profissional: o econômico, o organizacional, o político (contatos) e o do conhecimento. O empreendedor  não precisa ter todos estes recursos, mas quando se possui ao menos um deles em abundância, pode equilibrar os outros  para construir a viabilidade do seu negócio ou carreira. 

O conhecimento, por exemplo, que é um dos recursos mais primordiais, pode ser adquirido das mais diversas formas, como no hábito da leitura, por exemplo, que ajuda desde o desempenho em uma entrevista de emprego até a prospecção de um cliente. Uma pessoa bem informada, com conhecimentos diversos, tem muito mais chances de firmar interessantes contatos profissionais. Ou seja, o recurso do conhecimento pode ajudar a obter o recurso político e ampliar as oportunidades de carreira.

Você acredita que os brasileiros, em geral, são empreendedores?

Sim, apesar das dificuldades burocráticas, que estimulam a corrupção, e do peso dos impostos, o povo brasileiro é um dos mais empreendedores do mundo. O problema é que são empreendedores por necessidade e não por oportunidade. Pessoas que abrem sua própria empresa porque perderam um emprego e não porque vislumbraram uma oportunidade atraente de empreendimento e, por isso, não possuem um plano de negócios estratégico ou o preparo necessário para levar adiante suas atividades.

Qual a importância dos jovens estarem engajados às entidades de classe?

É essencial, pois os jovens têm muito a contribuir para estas entidades, agregando criatividade, renovação e vigor. Uma entidade para se manter viva e se fortalecer, precisa dessa renovação.  Além disso, para o jovem é muito interessante esse engajamento, pois ainda que ele não seja remunerado pela sua atividade junto às entidades, tem a oportunidade de  se relacionar com as pessoas e ampliar seus recursos políticos que são essenciais para a consolidação da sua carreira.

Qual o principal papel das entidades de classe na sociedade de hoje?

Os principais sociólogos do mundo dizem freqüentemente, em entrevistas e em livros, que o que falta para a sociedade avançar e se fortalecer política e economicamente é organização.  E as entidades de classe têm o papel de reunir as pessoas, atuar como  fontes de pressão política e  mobilização frente às principais questões sociais, políticas e econômicas do País.