Generic selectors
Somente termos específicos
Buscar em títulos
Buscar em conteúdo
Buscar em posts
Buscar em páginas

Aos 18, jovem do Recife busca oficializar ‘bicos’ e conquistar primeiro emprego formal

Siga e curta a CNPL nas Redes Soiais :)

Facebook
Facebook
Twitter
Instagram

Outras notícias

...

Equipe econômica estuda novo modelo de contrato de trabalho para estimular vagas de emprego

Por Andréia Sadi A equipe econômica do governo avalia uma proposta que altera o modelo de contratos de trabalho para,…

Dirigente de federação obtém estabilidade mesmo após desfiliação de sindicato

A desfiliação do sindicato da federação foi considerada equivalente ao fim do mandato. A Quinta Turma do Tribunal Superior do…

Servidor: reforma administrativa reduzirá até 80% das categorias

A maior parcela das mudanças valerá para aqueles que se tornarem servidores após a aprovação do projeto pelo Congresso proposta…

Valor de multa por descumprimento de liminar em greve será destinado a sindicato das empresas

A destinação é prevista no CPC. 07/10/19 - A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho…

Iracema Soares e o filho, William Pereira, moram em um conjunto habitacional no Arruda, na Zona Norte do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Com Carteira de Trabalho emitida há menos de um mês, William Pereira da Silva busca vaga no mercado de trabalho para sair dos 31,9% de jovens sem emprego no Nordeste.

Morando num conjunto habitacional no Arruda, na Zona Norte do Recife, William Pereira da Silva, de 18 anos, divide-se entre a escola e o trabalho há pelo menos três anos. O jovem integra os 31,9% de jovens de 18 a 24 anos desempregados no Nordeste, mas busca preencher as páginas em branco da Carteira de Trabalho, emitida há menos de um mês, para sair dessa estatística.

Trabalhando desde os 15 anos na informalidade, aplicando películas em janelas e vidros de carros, William mora com a mãe, Iracema Soares, de 59 anos, e com a neta dela, uma adolescente de 14. As despesas do lar são pagas com o benefício de um salário mínimo recebido pela dona de casa, e também por meio da ajuda financeira de alguns familiares.

Mesmo com pouca idade, William descreve com precisão os efeitos incertos da informalidade para o bolso. “Aprendi esse serviço com um homem que eu considero pai e acho que é um bom trabalho. Quando eu aplico nos quatro vidros e na traseira do carro, o serviço fica por R$ 80. Quando é completo, faço por R$ 100. Só que não é sempre que eu faço, aí não é sempre que eu ganho”, detalha.

A mãe de William, Iracema, afirma ser “do coração”. “Eu fui mãe enquanto ele estava na barriga da mãe dele, mas é meu filho. É um menino calmo, não tem amizades erradas. Ele tirava notas muito boas, agora que caíram um pouco”, afirma, levemente preocupada com o boletim do filho.

William, no entanto, tranquiliza a mãe e afirma, seguramente, ter pontos suficientes para passar de ano. Depois da escola, no entanto, a incerteza toma conta do jovem. “Eu penso em fazer um curso técnico, mas não sei qual. Também penso em ter meu próprio negócio de fumê, porque gosto dessa área”, diz.

A certeza, no entanto, é uma só: a vontade de proporcionar qualidade de vida à mãe. “Eu quero sair daqui para morar numa casa, ter meu trabalho, ter meu carro. É difícil, mas eu quero muito trabalhar”, garante.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil, na faixa de idade entre 14 e 17 anos, chegou a 44,5% no primeiro trimestre de 2019. Já na faixa de 18 a 24 anos, subiu para 27,3% no mesmo período.

Quanto ao nível de instrução, 56,4% dos desempregados no 1º trimestre tinham o ensino médio e 22,1% não tinham o ensino fundamental completo. Já os desempregados com nível superior completo representaram 10,4%.

Fonte: G1

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial