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Penúltimo lugar no ranking de qualidade na Educação

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Se no campo econômico o Brasil ocupa a oitava posição, o desempenho piora quando o assunto é educação: estamos abaixo do sexagésimo lugar no teste internacional de qualidade da educação, o Pisa. Referência na avaliação educacional, o relatório mundial da educação analisou 70 países, incluindo o Brasil. Destes, 35 eram membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A entidade reúne 30 nações e funciona como um fórum para a discussão de questões relacionadas ao desenvolvimento e à melhoria de políticas sociais ou econômicas.

23.141 estudantes brasileiros de todas as unidades da Federação participaram da avaliação. Divulgados no terceiro trimestre de 2016, os resultados não são muito animadores para o Brasil: 59º lugar em leitura, 63º em ciências e 65º em matemática.

Esses números foram formados a partir da avaliação em instituições de ensino públicas e particulares. Comparando com a edição de 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura e ciências ficou praticamente estagnado. Já na área de matemática, os resultados do exame revelaram que o país diminuiu sua nota.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (CEIPE), da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE), Claudia Costin (foto) explica que o principal caminho para a melhoria na educação seria a formação dos professores voltada para o Século 21, que exige reflexão. Ela avaliou também o episódio recente em que o Ministro da Educação anunciou cortes em universidades federais e analisou a diversidade cultural e o pluralismo na educação brasileira.

Claudia Costin é graduada em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (1978). Em 1986, concluiu mestrado em Economia Aplicada à Administração e cursou Doutorado em Administração Pública pela mesma instituição. Ao longo da carreira, Costin foi professora universitária em distintas instituições de ensino superior, como o INSPER, a Fundação Armando Álvares Penteado, a Fundação Getulio Vargas e as universidades PUC-SP, Unicamp e UnB.

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)

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