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Agrishow tem foco em produtividade e clima para gerar R$ 15 bi em negócios

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  • 30 de abril de 2025

Devem ganhar destaque as máquinas agrícolas verdes, com menor consumo de combustível e emissões, e soluções voltadas a extremos climáticos

Foto: Célio Messias

A Agrishow 2025, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, chega à sua 30ª edição com a expectativa de movimentar R$ 15 bilhões em negócios, cerca de 10% acima dos R$ 10,5 bilhões do ano passado, e manter o status de vitrine de inovações.

O evento vai até a próxima sexta-feira (2/5) em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, o foco está ainda mais direcionado às demandas por produtividade em áreas limitadas e à adaptação às mudanças climáticas.

O evento, realizado em uma área de 520 mil m2 (equivalente a sete estádios do Maracanã), deve atrair mais de 195 mil visitantes e 800 expositores, incluindo gigantes internacionais do setor.

Conforme os organizadores, as principais apostas desta edição envolvem drones e inteligência artificial no campo — com tratores autônomos e sensores para otimizar irrigação e manejo de pragas.

Além disso, devem ganhar destaque as máquinas agrícolas verdes, com menor consumo de combustível e emissões, e soluções voltadas a extremos climáticos, como sistemas de monitoramento em tempo real.

“Secas, incêndios e excesso de chuvas têm desafiado o produtor, e as fabricantes trazem respostas”, afirmou a diretora-executiva da Informa Markets Brasil, empresa organizadora da Agrishow, Liliane Bortoluci.

Ela acrescenta que o foco permanece em soluções para elevar a produtividade na mesma área, já que a expansão nem sempre é possível, independentemente do porte do produtor.

Apesar do otimismo com os negócios, o cenário macroeconômico impõe cautela.

Juros altos e incertezas sobre o Plano Safra 2025/26 mantêm parte dos produtores em compasso de espera, especialmente os que dependem de crédito para investir.

“Mesmo com incertezas — como clima, juros altos e volatilidade nos mercados externos — o produtor precisa se atualizar”, disse Bortoluci.

“A feira é onde ele vê tecnologias, negocia condições e se empolga. Muitos fecham negócios após o Plano Safra (em junho), então as taxas de juros são cruciais. Se forem atraentes, a roda gira. O governo sinaliza um plano robusto, o que é essencial para viabilizar compras”, acrescentou.

Para o presidente da feira, João Marchesan, quatro fatores determinam os negócios no agronegócio: clima, campo, crédito e commodities.

Segundo ele, o clima atrapalhou bastante nos últimos quatro anos, mas está melhor em 2025.

Sobre o crédito, o presidente da Agrishow alerta que o cenário ainda é preocupante.

“Diante disso, muitos estão investindo com recursos próprios, dentro do que conseguem. Por isso, estamos em um momento de expectativa”, disse, em entrevista coletiva.

As culturas que devem puxar a demanda por tecnologia na feira são: soja, milho, pecuária e cana.

Quem atua com a soja e o milho, deve apresentar forte interesse em sementes adaptadas e fertilizantes inteligentes.

Já a pecuária e a cana atraem atenção para soluções como sistemas de rastreamento, máquinas específicas e colheitadeiras de última geração.

Além de movimentar o agronegócio, a Agrishow tem impacto no turismo e na geração de empregos regionais, com cerca de 7 mil vagas temporárias ligadas à montagem do evento, ao atendimento e à logística. Em 2024, 85,7% dos visitantes vieram de outros municípios, com um gasto médio de R$ 1.100 em hospedagem, alimentação e comércio local.

Com base em levantamentos da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), feitos nas edições de 2023 e 2024, a feira deve movimentar até R$ 500 milhões entre os dias 28 de abril e 2 de maio na economia local.

A cerimônia de abertura ocorreu no domingo (27/4), um dia antes do início oficial da feira, como já ocorreu em 2024.

Redação CNPL com informações Broadcast Agro